
Enquanto Pochettino comanda treino no Chelsea, United amarga sétimo prejuízo e vende tufos do Old Trafford (Foto: Instagram)
O Manchester United anunciou na quarta-feira (23) um déficit líquido de 43 milhões de libras no exercício 2025/26, cerca de R$ 477,6 milhões, marcando o sétimo prejuízo anual consecutivo do clube inglês. Para reforçar o caixa, o United lançou à venda tufos do gramado de Old Trafford por 125 libras cada (aproximadamente R$ 850), transformando-os em objetos de colecionador.
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Cada pedaço do antigo relvado do estádio mede 7 cm por 7 cm, é acondicionado em cubos de acrílico e começou a ser comercializado após 14 anos em serviço no Old Trafford. A iniciativa faz parte de um esforço para criar novas fontes de receita em meio a desafios financeiros.
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Desde 2019, o clube acumula perdas que chegam a 444 milhões de libras (cerca de R$ 3 bilhões). O rombo de 2025/26 apresentou aumento de 30% em relação ao déficit de 33 milhões de libras registrado no ano anterior, refletindo uma trajetória negativa que já dura sete temporadas.
A variação no resultado é parcialmente explicada pelos “itens excepcionais” de 8,2 milhões de libras, despesas não recorrentes detalhadas à parte no balanço, que incluem custos com a rescisão de contrato de Rúben Amorim e iniciativas de reestruturação interna. Apesar disso, o clube conseguiu reduzir a folha salarial em 3,6%, para 302 milhões de libras.
O relatório financeiro também evidencia um retorno ao lucro operacional, com resultado positivo de 22,6 milhões de libras, revertendo o prejuízo de 18,4 milhões de libras da temporada anterior. Esse desempenho ocorre mesmo com o Manchester United ausente de competições europeias na última campanha.
Na outra ponta, o United registrou a maior receita de sua história: 677,6 milhões de libras (cerca de R$ 4,6 bilhões), superior aos 666,5 milhões do exercício anterior. Para a temporada atual, o clube investiu cerca de 173 milhões de euros em três reforços de meio-campo — Andrey Santos, Youri Tielemans e Carlos Baleba — reforçando a opção por talentos para o futuro.
O CEO Omar Berrada destacou em comunicado que o recorde de faturamento e de EBITDA ajustado demonstra a força do negócio mesmo sem torneios europeus, reforçando a popularidade e o poder comercial do Manchester United. Para o próximo exercício, o clube projeta receita entre 740 e 760 milhões de libras, impulsionada pela volta à Liga dos Campeões.






