Caso Isabelle: namorado é preso preventivamente após morte da estudante

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Namorado de estudante é preso em nova fase da investigação sobre morte (Foto: Instagram)

A investigação sobre a morte da estudante de Direito Isabelle Caracristi ganhou um novo desdobramento nesta terça-feira (22), quando o namorado dela, João Munhoz Neto, foi detido de forma preventiva pela Polícia Civil do Ceará. João estava foragido desde o dia 13, data em que Isabelle, de 22 anos, foi encontrada sem vida no pátio do condomínio La Piazza, em Fortaleza.

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João Munhoz Neto vinha sendo procurado depois de não se apresentar para prestar depoimento conforme convocação oficial. Com a decretação da prisão preventiva, o Tribunal de Justiça do Ceará passou a tratar todo o processo em segredo de Justiça, sem divulgar detalhes das diligências.

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As imagens de câmeras de segurança do condomínio começaram a ser analisadas para reconstruir os últimos instantes em que o casal esteve junto. Nos vídeos, João surge deixando o prédio enquanto Isabelle segue sozinha para o 23º andar. Há também registros de seu retorno ao local já com a perícia presente.

O laudo cadavérico indicou que Isabelle sofrera politraumatismo compatível com queda de altura, mas não apontou substâncias tóxicas em seu organismo, conforme exame toxicológico. Os peritos ainda buscam esclarecer a dinâmica exata desse impacto contra o solo.

A família de Isabelle intensificou cobranças por respostas. A mãe da estudante, Isorlanda Caracristi, lembrou que na noite anterior ao ocorrido recebeu da filha uma mensagem dizendo “Mãe, eu te amo”, sem qualquer aviso de problemas, e logo depois perdeu contato.

Além disso, parentes de ambas as famílias tiveram aparelhos eletrônicos apreendidos para perícia: um celular e um tablet pertencentes à mãe de João e o telefone de Isabelle, recuperado pelos investigadores. Todos os dispositivos passarão por análise minuciosa.

A defesa de João contesta as suspeitas e enfatiza a necessidade de mais esclarecimentos sobre como se deu a queda. Enquanto isso, a Polícia Civil do Ceará segue apurando as circunstâncias da morte, e o andamento judicial prossegue sob sigilo.