
Visitantes na montanha-russa Montezum, no parque Hopi Hari, em Vinhedo (SP). (Foto: Instagram)
A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo apuram o caso de Julia Rimoli Bossoni, de 28 anos, administradora que perdeu parte dos movimentos após um trajeto na montanha-russa Montezum, no parque Hopi Hari, em Vinhedo. O incidente, registrado em 20 de abril deste ano, deixou a visitante com traumatismo craniano no dia em que fazia o passeio ao lado do marido.
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Em nota oficial, o Hopi Hari reforçou que a Montezum possui certificação internacional do Grupo TUV Nord e segue rigorosamente a norma ABNT NBR 15926-2023, além de manter protocolos diários de segurança e treinamento de equipe. Segundo o comunicado, Julia apresentou quadro de convulsão em sua segunda volta e recebeu atendimento imediato no ambulatório do parque, conforme procedimentos estabelecidos.
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Após o socorro no parque, a jovem foi encaminhada à Santa Casa de Vinhedo, onde permaneceu internada por 57 dias até ter condições de retornar ao Paraná. Em seguida, foi transferida para um hospital em Londrina, com todas as despesas cobertas pelo parque. O marido, João Pedro Bossoni Dionisio, atribui o traumatismo craniano aos fortes impactos e solavancos da atração.
Em 24 de agosto de 2026, a 2ª Promotoria de Justiça de Vinhedo determinou a realização de diligências: perícia técnica no carrinho e na estrutura pela Polícia Científica (IC), envio dos prontuários ao IML para exame de corpo de delito indireto, requisição dos laudos médicos do ambulatório do parque, da Santa Casa de Vinhedo e do Hospital Unimed de Londrina, e esclarecimentos sobre o sistema de imagens da Montezum.
A defesa de Julia solicitou perícia in loco para fotografar e inspecionar sensores, câmeras e dispositivos de captação de imagens ao longo do percurso, a fim de confrontar as informações apresentadas pela administração do Hopi Hari. O caso tramita no Juizado Especial Criminal de Vinhedo e voltou à delegacia local com pedido de novos documentos e laudo técnico, que ainda não foi concluído.
Em parecer recente, o Ministério Público destacou que não há indícios de risco coletivo, defeito no projeto ou negligência por parte do parque, ressaltando a regularidade das inspeções diárias e bianuais, a existência de sinalização clara e protocolos de manutenção. O Hopi Hari afirma que, desde janeiro de 2026, mais de 470 mil pessoas já utilizaram a Montezum e que mantém seguro e acompanhamento jurídico à disposição dos visitantes.






