Jovem autista é espancado até a morte durante celebração de novo emprego

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Estudante de Psicologia com TEA e TDAH é assassinado após comemoração em Manaus (Foto: Instagram)

Iago Victor Nascimento Colares, de 25 anos, estudante de Psicologia com diagnóstico de transtorno do espectro autista (TEA) nível 2 de suporte e TDAH, foi vítima de uma agressão brutal que resultou em sua morte na madrugada de 7 de setembro, em Manaus (AM). Ele havia saído para festejar a contratação como corretor de imóveis e o crime está sob a responsabilidade da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

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O que deveria ser uma noite de comemoração transformou-se em tragédia. Durante o festival Sou Manaus, no Centro Histórico, Iago compartilhou publicações nas redes sociais antes de desaparecer. Familiares só perceberam o sumiço após não receberem resposta às mensagens enviadas ao longo da noite.

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Segundo relatos da mãe, Tatiana Colares, o jovem conquistou a vaga de corretor de imóveis e iniciaria as atividades logo após o feriado de 7 de setembro. “Ele saiu para celebrar a admissão e estava muito feliz com a nova oportunidade”, afirmou Tatiana, que acompanhava cada passo da trajetória do filho.

Após as 22h, houve o último registro de Iago nas redes sociais. Horas depois, ele foi encontrado gravemente ferido e levado ainda com vida ao Serviço de Pronto Atendimento (SPA) da Colônia Oliveira Machado, na Zona Sul de Manaus. Familiares foram informados de que ele chegou inconsciente, com dificuldade para respirar e sem condições de informar sua identidade.

Conforme informações de funcionários da unidade de saúde, Iago Victor morreu por volta da 1h da manhã. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) e identificado por meio das impressões digitais. A família recebeu a confirmação da morte somente no dia seguinte, quando Tatiana enfrentou o difícil momento de reconhecer o filho.

As circunstâncias do espancamento permanecem obscuras. A mãe não sabe onde ocorreu o ataque, quem o encontrou ou quem acionou o socorro. Amigos contatados pela família afirmaram não ter tido contato com Iago na noite do crime, o que complica a reconstituição dos fatos.

O caso foi registrado como homicídio simples e está em investigação pela DEHS. A Polícia Civil do Amazonas realiza diligências para esclarecer a dinâmica do crime, localizar testemunhas e identificar os responsáveis pela agressão.

Iago cursava o sexto período de Psicologia e sonhava em usar sua formação para apoiar pessoas enfrentando preconceito e dificuldades emocionais. Para ele, o novo emprego como corretor representava um passo importante em sua carreira e fazia parte de seus planos antes desta tragédia.