Mãe que venceu o câncer três vezes enfrenta novo drama após três filhas serem diagnosticadas com doença rara

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Lesley Owens, de 43 anos, que já enfrentou o câncer três vezes, agora acompanha o tratamento de três das quatro filhas, de 16, 18 e 20 anos. As jovens foram diagnosticadas com deficiência no gene IRF8, uma condição genética extremamente rara que compromete o funcionamento do sistema imunológico. Por causa da doença, as três precisam passar por quimioterapia antes de possíveis transplantes de medula óssea e células-tronco.

A família vive em Horden, Durham, no Reino Unido, e convive com problemas de saúde das meninas desde a infância. O diagnóstico recente trouxe ainda outras preocupações. Sinead, de 20 anos, também descobriu que tem câncer na vulva, enquanto Rhiann, de 16, apresentou células cancerígenas na mesma região. Caitlyn, de 18, aguarda os resultados dos exames para saber se também possui células cancerígenas.

A situação mobilizou Tyler Heyworth, de 25 anos, irmã mais velha das três meninas. Ela criou uma campanha de arrecadação para ajudar nas despesas durante os tratamentos, incluindo custos com perucas, roupas, alimentação e transporte até o Royal Victoria Infirmary, em Newcastle, onde as jovens recebem atendimento.

“Provavelmente foi uma das piores experiências da minha vida. Sou muito próxima das minhas irmãs e, obviamente, todos nós vimos minha mãe passar por isso e vimos o quanto isso a afetou. Eu me sinto impotente porque não há nada que eu possa fazer para, obviamente, tirar a dor, tirar tudo isso delas”, contou Tyler ao The Mirror.

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A deficiência no gene IRF8 faz com que o sistema imunológico tenha dificuldade para combater infecções. Segundo Tyler, a família acredita que seja apenas a segunda no mundo a receber esse diagnóstico. Menos de 20 casos da condição foram registrados na literatura médica mundial, de acordo com relatos mencionados pela família.

Rhiann foi a primeira das três irmãs a passar pelo tratamento. Ela já concluiu a quimioterapia e também passou por um transplante de medula óssea. Após receber alta na semana passada, porém, precisou retornar ao hospital dois dias depois por causa de uma infecção adquirida durante o trajeto para casa. As irmãs mais velhas ainda aguardam o início da quimioterapia.

Antes mesmo dos tratamentos começarem, a doença já havia alterado a rotina das meninas. Rhiann precisou faltar ao baile de formatura da escola após receber o diagnóstico. A possibilidade de perder os cabelos durante a quimioterapia também foi uma das principais preocupações das irmãs. “Todas nós temos cabelos longos e bonitos, e essa é uma das nossas características favoritas. Obviamente, descobrir que elas teriam que perder o cabelo… acho que foi isso que mais as deixou chateadas. Mas elas meio que aceitaram essa ideia agora. Receberam alguns bons elogios e coisas assim para dar a elas a confiança de que precisam”, afirmou Tyler.

As três também acompanharam a mãe durante as próprias batalhas contra o câncer. Lesley enfrentou um carcinoma espinocelular de pele, passou por quimioterapia e ficou com um estoma. Agora, enquanto acompanha as filhas, ela também precisa cuidar do filho mais novo, Riley, de 13 anos. “Ela tem levantado e seguido em frente. Obviamente, ter que assistir aos próprios filhos passarem por isso… e ela também tem meu irmão mais novo, Riley, que tem 13 anos, em casa, que precisa ir à escola e tudo mais, então a força que ela está demonstrando em tudo isso é incrível, realmente é”, disse Tyler.

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A trajetória de Lesley também se tornou uma referência para as filhas durante o período de tratamento: “É realmente inspirador e acho que foi isso que deu às meninas a força de que precisam. Elas viram a mãe passar por isso e a viram sair do outro lado”.

Além de acompanhar as irmãs, Tyler tenta reduzir o impacto financeiro provocado pelos tratamentos. Na campanha criada por ela, afirmou que considera doloroso ver as meninas enfrentarem procedimentos tão intensivos e destacou a intenção de ajudara família durante o período. “Como irmã mais velha e filha da minha mãe, quero fazer absolutamente tudo o que puder para apoiá-las e tirar um pouco da pressão da minha família. Se houver alguma coisa que eu possa fazer para ajudá-las a passar por isso, farei tudo o que estiver ao meu alcance”, afirmou.