Erika Hilton aciona o MP por ataque a ator no Rock in Rio

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Erika Hilton leva ao MP caso de assédio a João Victor transmitido em live na Kick após Rock in Rio (Foto: Instagram)

A deputada federal Erika Hilton acionou o Ministério Público após um incidente envolvendo o ator João Victor Gonçalves, conhecido pelo papel de Mau Mau na novela “Quem Ama Cuida”. O episódio ocorreu na madrugada de sábado (05), quando o artista deixava o Rock in Rio, no Rio de Janeiro. Hilton protocolou uma representação para que sejam apuradas as responsabilidades dos que participaram da abordagem, assim como o eventual descumprimento de normas de segurança nas imediações do festival.

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Na petição, a parlamentar incluiu o nome do streamer conhecido como GH e a plataforma Kick, onde o vídeo da abordagem foi transmitido ao vivo. Erika Hilton solicita que o MP investigue as circunstâncias da transmissão, avalie se houve exploração comercial ou publicitária e verifique a conduta da plataforma em permitir o conteúdo. Além disso, ela pede que sejam analisadas as medidas de segurança na região da Cidade do Rock, considerando a vulnerabilidade dos frequentadores.

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De acordo com testemunhas, João Victor foi seguido por um grupo de pessoas enquanto saía do festival e submetido a comentários maldosos sobre sua aparência e vestimenta. A abordagem, que teve duração de vários minutos, foi exibida em uma live na Kick, gerando intimidação e desconforto ao ator. Nas redes sociais, trechos do vídeo se espalharam rapidamente, e o artista declarou ter se sentido inseguro e apreensivo durante todo o episódio.

Erika Hilton classificou a ocorrência como possível crime de ódio e assédio público, requerendo que o MP avalie a responsabilização criminal dos participantes, bem como a eventual omissão de deveres por parte da plataforma Kick. Na representação, a deputada argumenta que permitir a transmissão do ato pode ter incentivado comportamentos semelhantes e reforçado estigmas contra minorias. A investigação deve considerar também a responsabilidade dos organizadores do Rock in Rio pela segurança dos frequentadores.

Após a repercussão negativa, o streamer GH divulgou um pedido de desculpas em suas redes, afirmando que a ação tinha o objetivo de gerar entretenimento, mas reconhecendo ter extrapolado limites aceitáveis. Ele disse que não desejava causar constrangimento e que a experiência serviu para repensar práticas de transmissão ao vivo. A empresa responsável pela plataforma Kick ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso, limitando-se ao silêncio até o momento.

Até a publicação desta reportagem, o Ministério Público analisava a representação de Erika Hilton e não havia previsão de prazo para conclusão das investigações. As autoridades podem requisitar depoimentos, imagens e registros de acesso ao canal de transmissão para esclarecer os fatos. Caso sejam identificadas responsabilidades, os envolvidos poderão responder por eventuais crimes previstos no Código Penal, além de sofrer sanções civis e administrativas.