Brasil ou Portugal? Entenda a possível origem do piolho na filha de Luana Piovani

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Luana Piovani e Pedro Scooby lidam com caso de piolhos na filha Liz (Foto: Instagram)

O recente caso de piolho na cabeça de Liz, de 10 anos, filha de Luana Piovani e Pedro Scooby, voltou a gerar dúvidas entre os pais: seria possível que o parasita tenha vindo de outro país? A menina passou férias no Brasil e, ao retornar para Portugal, onde mora com a mãe, apresentou sinais de infestação pouco depois.

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A discussão ganhou força quando Luana compartilhou nas redes sociais fotos e relatos sobre o aparecimento dos primeiros piolhos na cabeça da filha. Apesar disso, identificar com precisão o local de origem do parasita não é tarefa simples, já que o ciclo de vida dos piolhos e as formas de contágio podem ocorrer em diferentes ambientes quase simultaneamente.

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O piolho humano, Pediculus capitis, depende de um hospedeiro para sobreviver e iniciar nova infestação. A transmissão ocorre principalmente por contato direto entre cabeças, mas objetos de uso pessoal, como pentes, escovas, presilhas e chapéus, também podem facilitar a propagação dos parasitas de uma pessoa para outra.

A infestação não começa com a chegada de uma lêndea solta ao fio de cabelo, mas sim com o piolho adulto que se instala no couro cabeludo. Após fixar-se, a fêmea deposita ovos, chamados lêndeas, aderidos aos fios. Esses ovos levam de cinco a dez dias para chocar, originando ninfas que, em mais oito a dez dias, atingem a fase adulta. Cada fêmea pode gerar de 7 a 10 ovos por dia, totalizando até cerca de 200 ovos em sua vida. Segundo especialistas ouvidos pelo g1, sem intervenção, uma nova geração de piolhos pode surgir a cada três semanas.

Diferentemente de outros parasitas, o piolho não pula nem voa, deslocando-se apenas andando de um fio de cabelo a outro. Por essa razão, não é possível determinar, apenas pela velocidade do ciclo biológico do Pediculus capitis, se a infestação teve início no Brasil ou em Portugal. Ainda que o clima mais quente acelere o desenvolvimento, a origem exata do contágio permanece incerta.

Para o tratamento, a dermatologista Mariana Franco, da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, recomenda o uso de pente fino para retirar lêndeas e piolhos, além de medicamentos tópicos indicados de acordo com a idade da criança. O protocolo geralmente dura cerca de 15 dias e deve ser repetido entre sete e dez dias após a primeira aplicação, interrompendo o ciclo reprodutivo do parasita e prevenindo nova infestação.

Até o momento, não há como afirmar onde ocorreu o contágio de Liz. Contudo, o ciclo acelerado do piolho humano demonstra que, em poucas semanas, uma infestação pode se instalar e se manifestar independentemente do país de origem.