Gilmar Jardim de Aguilar é condenado a 20 anos por feminicídio e ocultação de cadáver em tambor

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Barril de metal semelhante ao usado no transporte do corpo de Karine Cardoso do Prado (Foto: Instagram)

O 1º Tribunal do Júri da Comarca de Belo Horizonte condenou Gilmar Jardim de Aguilar a 20 anos de reclusão em regime fechado pelo feminicídio de Karine Cardoso do Prado e pela ocultação de cadáver da companheira. A sentença, proferida nesta quarta-feira (2) pelo juiz Marco Antônio Silva, considerou espancamento e transporte do corpo dentro de um tambor até um terreno baldio, crime ocorrido em setembro de 2019 em Venda Nova.

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O julgamento, realizado após a descoberta do cadáver, encerra uma etapa importante do processo e ganhou nova repercussão pela brutalidade das agressões e pela forma de esconder o corpo. Os jurados analisaram a sequência de ataques sofridos pela vítima e a tentativa de dificultar a localização do cadáver, aferindo a responsabilidade de Gilmar pelos atos cometidos contra Karine.

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De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais, Gilmar e Karine mantinham um relacionamento em Belo Horizonte por cerca de seis anos, marcado por episódios de violência física e psicológica. No dia do crime, a mulher foi vítima de inúmeros golpes desferidos com objetos contundentes e perfurocortantes dentro da casa do casal, resultando em múltiplas lesões que levaram ao óbito.

Após o assassinato, Gilmar colocou o corpo de Karine em um tambor e utilizou um carrinho de mão para transportar o recipiente até um terreno baldio isolado, próximo à Rua Antônio Porfírio Luiz, no bairro Jardim dos Comerciários. O local escolhido dificultou a localização do cadáver pelas autoridades até a chegada da perícia e das equipes policiais.

No julgamento, os jurados reconheceram qualificadoras como emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e motivo torpe por razões da condição de sexo feminino, enquadrando o caso como feminicídio. Ao definir a pena, o juiz Marco Antônio Silva ressaltou a “extrema gravidade” do crime e considerou o impacto sobre os filhos de Karine, então com 17 anos e 1 ano e 3 meses, que ficaram órfãos.

Com a decisão, Gilmar deverá iniciar o cumprimento imediato da pena em regime fechado. Embora tenha respondido a maior parte do processo em liberdade, teve o pedido para recorrer solto negado. O desfecho do caso reforça a necessidade de combate à violência doméstica e mostra a eficácia do sistema judiciário na responsabilização de autores de feminicídio.