
Logo do Banco Master de Investimento em parede interna de agência. (Foto: Instagram)
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), preferiu nesta quinta-feira, 3, não se manifestar sobre o pedido encaminhado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Na solicitação, Moraes aponta “indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade” atribuídos ao ministro André Mendonça na condução dos inquéritos que investigam o Banco Master e supostas fraudes no INSS. Alcolumbre afirmou que, enquanto presidia a sessão no Senado, não teve acesso a detalhes do documento e, por isso, não se sentia em posição de opinar.
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Indagado pelos jornalistas sobre o teor da petição de Moraes, o senador repetiu: “Não achei nada, que eu estou sentado naquela cadeira presidindo a sessão e não sei de nada”. Em seguida, referência foi feita ao inquérito das fake news, no qual o ministro Alexandre de Moraes suscitou suspeitas de parcialidade, apontando favorecimento a grupos políticos específicos e direcionamento de medidas cautelares previamente acordadas com a Polícia Federal. No despacho, Moraes também menciona que parte das investigações teria sido orientada para atingir o próprio Supremo e o presidente do Senado por motivações pessoais e políticas.
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Ao comentar a repercussão da decisão de Moraes, Alcolumbre voltou a criticar as pressões da oposição para instaurar um processo de impeachment contra o ministro do STF. O senador aludiu a um contrato de R$ 130 milhões que teria sido negociado para a produção de um filme, destacando que as críticas se concentram apenas em determinadas figuras enquanto outros projetos de grande valor são ignorados. “Esqueceram do dinheiro para fazer um filme, R$ 130 milhões, só estão falando das outras pessoas”, disse ele, sem explicar detalhadamente a quais envolvidos se referia.
O montante de R$ 130 milhões mencionado por Alcolumbre refere-se à quantia contratada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) junto ao banqueiro Daniel Vorcaro para produzir “Dark Horse”, longa-metragem que pretende retratar os bastidores da eleição presidencial de Jair Bolsonaro em 2018. O projeto foi anunciado em meados deste ano e despertou controvérsias sobre o financiamento de produções com recursos de agentes políticos. O filme ainda não teve data de lançamento definida e aguarda autorização de órgãos reguladores para começar as filmagens.
Davi Alcolumbre evitou detalhar quem seriam os responsáveis pela iniciativa de cobrança de impeachment ou os supostos favorecimentos citados por Moraes. Ao ser questionado sobre as pessoas envolvidas nas acusações, o presidente do Senado limitou-se a dizer: “Vocês sabem”, mantendo a indefinição sobre os alvos de suas críticas. Até o momento, não há informação de que Alcolumbre pretenda apresentar qualquer tipo de justificativa oficial ou requerimento para apurar a conduta do ministro Alexandre de Moraes no plenário do Senado.






