
Michelle Luchau-Rebora, estagiária de Psicologia, presa em Homestead (Foto: Instagram)
Uma estagiária de Psicologia foi presa na cidade de Homestead, no estado da Flórida, após desenvolver um relacionamento íntimo com um paciente da clínica New Hope C.O.R.P.S., especializada em dependência química e saúde mental. As autoridades apuraram que a funcionária aproveitou sua posição para facilitar a saída do paciente em diversas ocasiões, infringindo protocolos internos de segurança.
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A acusada, identificada como Michelle Luchau-Rebora, de 32 anos, compareceu a um tribunal da Flórida na quarta-feira (02). O envolvido, um homem de 42 anos, teve sua identidade preservada pelas investigações. Conforme consta nos autos, o caso ocorreu entre junho e setembro do ano passado, periodo em que Michelle cumpria estágio obrigatório no New Hope C.O.R.P.S. e mantinha contato constante com o paciente.
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Durante as apurações, foi constatado que os encontros chegaram a acontecer dentro de sessões de terapia, ambiente onde o paciente buscava tratamento. A estagiária teria usado autorizações forjadas para retirar o homem da unidade por curtos períodos, permitindo que saísse sem supervisão ou justificativas válidas. Especialistas consultados pela polícia classificaram a conduta como grave violação dos princípios éticos na área da saúde mental.
Os encontros sexuais se estenderam para outros locais, incluindo a residência de Michelle em Pinecrest, a casa da mãe dela em Key Biscayne e até o Jackson Memorial Hospital, em Miami. Segundo depoimentos, em alguns desses encontros houve relações sexuais, fato que agravou a situação ao caracterizar claro abuso de poder e quebra de confiança profissional por parte da estagiária.
O caso foi revelado somente após o término do relacionamento, quando o paciente decidiu denunciar o envolvimento à administração da clínica, alegando medo de retaliação e prejuízos à sua recuperação. A direção do New Hope C.O.R.P.S. comunicou imediatamente as autoridades policiais, que iniciaram investigação para apurar possíveis crimes de abuso de função e falsificação de documentos.
Liberada após pagamento de fiança de US$ 5 mil (aproximadamente R$ 25 mil), Michelle Luchau-Rebora aguarda o andamento do processo em liberdade. As informações sobre o desfecho da apuração foram divulgadas pela emissora norte-americana WPLG, mas ainda não há registros de punições adicionais no âmbito profissional ou disciplinar referentes ao caso.






