
Crânio humano é encontrado em mochila abandonada na parada de ônibus no Centro de São Leopoldo (Foto: Instagram)
Um crânio humano foi descoberto no interior de uma mochila abandonada em um ponto de ônibus no Centro de São Leopoldo, na Região Metropolitana de Porto Alegre. As primeiras análises da Polícia Civil revelaram a presença de algodões nas cavidades nasais e indicativos de avançado estado de decomposição, o que sugere que a morte ocorreu há longo período. A ossada foi notada por um passageiro que passava pelo local e acionou as autoridades.
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Na manhã desta segunda-feira (13), equipes da Guarda Municipal, da Polícia Civil e do Instituto-Geral de Perícias (IGP) se mobilizaram para atender a ocorrência. O material foi encontrado na Rua Theodomiro Porto da Fonseca, sobre uma mochila deixada no ponto de ônibus. Ainda não há registro de suspeitos ou informações sobre quem deixou o objeto no local, e os agentes iniciaram as diligências para identificar a procedência dos restos mortais.
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Ao chegar ao local, guardas municipais isolaram a área para permitir o trabalho da perícia. Técnicos do IGP realizaram a remoção do crânio e coletaram amostras para exames laboratoriais, incluindo testes genéticos e análise de datação óssea. A Polícia Civil também registrou um boletim de ocorrência e instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do abandono e encontrar pistas sobre a origem dos restos mortais.
O delegado Ericson Mota afirmou que ainda não há elementos suficientes para determinar como o crânio foi parar no ponto de ônibus. “Não se sabe ainda exatamente as circunstâncias. Mas a equipe está no local e está sendo deslocada também a perícia, pra gente periciar ali, ver se encontra algum material genético”, declarou. Segundo ele, os resultados dos exames poderão indicar o tempo exato da morte e eventuais sinais de manipulação.
Um dos aspectos que mais surpreendeu os peritos foi a presença de algodões inseridos nas cavidades nasais do crânio, um detalhe que levanta a hipótese de possível ritual ou de retirada dos restos mortais de um cemitério. As avaliações iniciais apontaram avançado estado de esqueletização, sem vestígios de sangue ou outros fluidos recentes, reforçando a tese de que o indivíduo faleceu há muito tempo.
Para avançar nas apurações, os investigadores solicitaram imagens de câmeras de segurança instaladas em cemitérios da região e nas proximidades do ponto de ônibus. O objetivo é identificar movimentações suspeitas e reconstruir o trajeto percorrido antes do achado. A Polícia Civil aguarda o laudo pericial, que deverá revelar detalhes sobre o tempo de morte, possíveis sinais de violência ou manipulação e fornecer subsídios para a identificação dos responsáveis. Além disso, prosseguem as entrevistas de testemunhas que frequentam a parada de ônibus, buscando relatos que ajudem a esclarecer como e quando a mochila foi deixada no local.

