Dormir bem vai muito além de acordar disposto. Segundo o neurocientista Matthew Walker, referência mundial nos estudos sobre o sono, manter uma rotina de descanso de qualidade pode contribuir para um envelhecimento mais saudável. Apesar disso, ele faz um alerta: o sono não é uma fórmula milagrosa para aumentar a longevidade, mas existe uma forte relação entre noites bem dormidas e a preservação da saúde física e mental.
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A primeira recomendação é manter horários regulares para dormir e acordar. De acordo com o especialista, seguir uma rotina consistente pode ser ainda mais importante do que simplesmente acumular horas de sono. Estudos apontam que essa regularidade ajuda o organismo a funcionar melhor e está associada a uma vida mais longa. Além disso, a maioria dos adultos obtém mais benefícios quando dorme entre sete e nove horas por noite, reduzindo riscos de problemas cardiovasculares, alterações metabólicas e queda da imunidade.
Walker também destaca a importância do sono profundo, fase em que o cérebro realiza processos essenciais de recuperação do organismo. Como essa etapa tende a diminuir com o avanço da idade, algumas medidas podem ajudar a preservá-la, como manter o quarto em uma temperatura agradável, evitar bebidas alcoólicas antes de dormir e aproveitar a luz natural nas primeiras horas da manhã.
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Por fim, o especialista reforça que roncos intensos acompanhados de pausas na respiração não devem ser ignorados. Esses sinais podem indicar apneia do sono, condição frequentemente não diagnosticada que aumenta o risco de doenças cardiovasculares e pode comprometer a saúde cerebral ao longo do tempo. Nesses casos, a orientação é procurar avaliação médica para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento, se necessário.

