Embora o Brasil tenha registrado uma redução de 19,5% nas mortes no trânsito associadas ao consumo de álcool nos últimos 14 anos, um novo levantamento acendeu o alerta para uma mudança preocupante. Os dados mostram que a tendência de queda perdeu intensidade e os números voltaram a subir após a pandemia, reacendendo o debate sobre a eficácia da fiscalização.
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Segundo o Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), foram cerca de 15 mil mortes relacionadas à combinação entre bebida e direção em 2010. Em 2024, esse total caiu para 13.075 óbitos. Apesar do avanço, o estudo destaca que, desde 2020, quando 11,6 mil pessoas perderam a vida, a curva voltou a crescer gradualmente.
Especialistas afirmam que a Lei Seca continua sendo uma referência internacional por ter ajudado a salvar milhares de vidas desde sua criação, em 2008. No entanto, novos desafios têm dificultado os resultados. Entre eles estão o uso de aplicativos e grupos para avisar sobre pontos de fiscalização, além da sensação de impunidade que ainda persiste entre parte dos motoristas.
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O levantamento também revela que homens jovens seguem como o grupo mais vulnerável. Desde 2019, o álcool esteve presente em 36,6% das ocorrências fatais envolvendo homens e em 26,3% dos casos entre mulheres. Para os especialistas, reforçar as ações de prevenção, ampliar a fiscalização e investir em campanhas mais estratégicas são medidas fundamentais para impedir que os índices continuem avançando.

