Quem costuma comprar whey protein levou um susto nos últimos meses. O suplemento, queridinho de atletas e frequentadores de academia, registrou uma alta de quase 90% em apenas um ano. Dados do mercado internacional mostram que a tonelada do produto chegou ao equivalente a R$ 118 mil, acendendo um alerta entre consumidores que dependem da proteína para complementar a alimentação.
++Alexandre de Moraes defende regulação global das redes sociais
Especialistas apontam que a disparada está ligada a uma combinação de fatores. Além da crescente preocupação com saúde e envelhecimento saudável, a popularização das chamadas canetas emagrecedoras tem impulsionado a procura por proteínas. Como esses medicamentos reduzem o apetite, muitas pessoas passaram a consumir suplementos para evitar a perda de massa muscular durante o emagrecimento.
O aumento da demanda fez o whey virar protagonista de uma verdadeira corrida global por proteína. Mas médicos alertam que o consumo exagerado nem sempre é necessário. Em alguns casos, o excesso pode provocar desconfortos digestivos, constipação e até sobrecarga renal em pessoas com predisposição a problemas de saúde. O fenômeno também expôs uma tendência de mercado que transformou alimentos hiperproteicos em símbolo de vida saudável.
++Filho de Faustão revela cobranças duras do pai na TV: “Demorou pra ele soltar elogio”
Enquanto os preços seguem pressionados, nutricionistas reforçam que existem alternativas mais acessíveis para atingir as metas de proteína. Ovos, peito de frango, atum, sardinha, iogurte, queijo cottage, ricota, lentilha, grão-de-bico e até a tradicional combinação de arroz com feijão continuam sendo opções eficientes para quem busca manter uma alimentação equilibrada sem gastar uma fortuna com suplementos.

