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Empresária suspeita de torturar animais para vender vídeos na internet é liberada

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Daiana Schuinsekel de Almeida é liberada após audiência no centro de São Paulo (Foto: Instagram)

A empresária Daiana Schuinsekel de Almeida, de 35 anos, foi solta na última quinta-feira (28) depois de passar algumas horas detida no centro de São Paulo sob suspeita de torturar e matar animais com o propósito de vender vídeos de conteúdo sádico na internet. Conforme informou a Polícia Civil de São Paulo, a investigada gravava agressões — que incluíam esmagar répteis, coelhos e gatos com os pés e as mãos — e comercializava o material a compradores europeus. O caso veio à tona após uma ONG da Bulgária denunciar as imagens às autoridades brasileiras.

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Segundo reportagem da TV Globo, a libertação ocorreu porque os agentes não conseguiram desbloquear e acessar os celulares apreendidos durante a ação, tampouco analisar os arquivos que foram encontrados na casa da suspeita. Como não havia flagrante no momento da prisão, Daiana responderá em liberdade pelos crimes de maus-tratos e possível homicídio de animais, previstos no Código Penal brasileiro. A decisão cabe agora à Justiça, que deve avaliar a situação processual da empresária nos próximos dias.

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Em depoimento à Delegacia de Crimes contra os Animais, vinculada ao Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania, foi apurado que Daiana utilizava servidores privados e plataformas semelhantes ao Discord para enviar centenas de vídeos a clientes na Europa. Conforme os investigadores, as gravações exibiam cenas de violência extrema, com o uso de mãos, pés e objetos improvisados para submeter as vítimas aos atos de sadismo.

Durante as buscas realizadas no apartamento de Daiana, no centro paulistano, os policiais apreenderam um par de sapatos que comprovaria a participação dela nas gravações de tortura, além de dispositivos de armazenamento externo com indícios de arquivos violentos. Esses itens serão submetidos a perícia especializada para servir como prova no inquérito. A advogada de defesa da empresária, Camila Almeida Guilherme, afirmou que ainda está estudando o caso antes de se manifestar oficialmente.

A investigação teve início a partir de uma remessa de vídeos enviada por uma organização não governamental da Bulgária à Polícia Federal. A ONG relatou ter encontrado o conteúdo em fóruns online e encaminhou todo o material para as autoridades brasileiras, que repassaram a apuração à delegacia responsável pelos crimes contra os animais. Desde então, a equipe de policiais civis tem buscado detalhar a estrutura do suposto esquema criminoso e identificar outros envolvidos.

De acordo com os policiais, os valores cobrados por cada gravação variavam entre 20 e 50 euros, dependendo do grau de violência apresentado no vídeo. Ainda segundo as apurações, as vítimas incluíam coelhos, pintinhos, gatos e até répteis, mas as autoridades trabalham para determinar há quanto tempo a empresária mantinha o esquema e quantos registros foram comercializados. O inquérito segue em andamento, e novos depoimentos devem ser colhidos em breve.

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