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EUA iniciam ataques no sul do Irã

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Navios mercantes no Estreito de Ormuz em meio à escalada de tensões. (Foto: Instagram)

Os Estados Unidos anunciaram na segunda-feira (25) uma série de operações em “autodefesa” contra alvos militares no sul do Irã. Segundo o Comando Central americano (Centcom), as ações miraram instalações de mísseis e embarcações iranianas que estariam prestes a instalar minas subaquáticas no Estreito de Ormuz, uma rota vital para o transporte global de petróleo. As autoridades norte-americanas afirmam ter agido para proteger tropas e navios no Golfo Pérsico diante de ameaças iranianas.

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De acordo com Timothy Hawkins, porta-voz do Centcom, os ataques foram “limitados” e concentrados em infraestruturas de lançamento de mísseis e barcos de apoio logístico. As embarcações teriam sido detectadas enquanto preparavam minas no canal, elevando o risco para as nações que dependem da passagem. O representante ressaltou que as ações eram estritamente defensivas.

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O ataque ocorre em meio a um cessar-fogo em vigor entre Washington e Teerã, negociado para tentar pôr fim ao recente ciclo de confrontos. Apesar da trégua, o Centcom deixou claro que continuará a agir com “moderação” sempre que julgar necessário para garantir a segurança de suas forças na região. As autoridades insistem que nada fará desestabilizar ainda mais a frágil paz.

Pela manhã, oficiais iranianos relataram explosões em Bandar Abbas, a principal base naval e aérea do sul do país. Ainda que o golpe norte-americano não tenha sido oficialmente ligado a esses episódios, o Centcom informou que as instalações atacadas tinham conexão direta com as operações militares iranianas no Estreito de Ormuz.

O cenário da região segue tenso. Nas últimas semanas, foi registrada troca de tiros entre navios e tiros de mísseis e drones, em resposta a supostas agressões iranianas não provocadas contra embarcações de guerra dos EUA. Em maio, o presidente Donald Trump chegou a autorizar retaliações imediatas em caso de novas ameaças no estreito.

Considerado um dos pontos mais estratégicos para o comércio internacional de petróleo, o Estreito de Ormuz concentra cerca de um terço do tráfego mundial de petróleo. Por esse motivo, qualquer escalada militar local pode gerar impacto significativo nos preços globais de energia e alimentar preocupações sobre a estabilidade do mercado.

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