
Deolane Bezerra desembarca do voo da Itália exibindo bolsa Hermès de US$65 mil pouco antes de ser presa na Operação Vérnix. (Foto: Instagram)
Poucas horas antes de ser detida na Operação Vérnix, na quinta-feira (21), a influenciadora e advogada Deolane Bezerra chamou atenção ao publicar nas redes sociais um vídeo em que exibia uma bolsa da grife Hermès avaliada em 65 mil dólares (mais de R$ 325 mil). A gravação foi feita logo após o retorno de sua viagem à Itália e se espalhou rapidamente entre seguidores. A ação policial, realizada contra suspeitos de integrar um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), também incluiu ordens de prisão contra o líder Marcola.
++ Gretchen se revolta após crítica de médico e rebate: “Só quem me para é Deus”
A investigação apontava indícios de que Deolane teria ligação com operações financeiras ilícitas do PCC, o que motivou o mandado cumprido na manhã desta quinta-feira. Mesmo antes de ser oficialmente presa, a advogada já dominava o noticiário pela ostentação do acessório de alto valor. Sua popularidade nas redes — alimentada por publicações sobre estilo de vida e luxos — ganhou um contorno ainda mais intenso com o desenrolar da operação policial.
++ Ratinho se pronuncia após processo movido por Chico Buarque
Logo ao desembarcar em solo brasileiro, Deolane apareceu num vídeo vestindo um conjunto totalmente preto, segurando uma bolsa branca da Hermès. Especialistas de moda e seguidores logo destacaram o valor do item, que, nas lojas internacionais, chega perto de 65 mil dólares — quantia que ultrapassa os 325 mil reais na cotação atual. O contraste entre o visual sóbrio e o acessório de luxo reacendeu o debate sobre ostentação entre influenciadores digitais.
Nas horas seguintes à divulgação do conteúdo, comentários elogiosos e críticas se misturaram em diversas plataformas. Muitos internautas comentaram a audácia de exibir um objeto de tanto valor pouco antes de uma ação da polícia, enquanto outros defenderam o direito de Deolane expor sua rotina e bens. Em meio às reações, surgiram questionamentos sobre a origem dos recursos utilizados nas aquisições de alto padrão.
A prisão de Deolane fez parte de uma operação mais ampla que também resultou na detenção de Marco Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC e já recolhido à prisão. Investigações iniciadas em 2019, na Penitenciária II de Presidente Venceslau, começaram com a apreensão de bilhetes e anotações feitos por detentos, apontando movimentação de dinheiro e comunicação interna da facção. Familiares e outros suspeitos ainda são alvo dos inquéritos em curso.

