
Michelle Bolsonaro chama Alexandre de Moraes de “irmão em Cristo” em evento político em Brasília (Foto: Instagram)
Durante um evento político em Brasília na terça-feira (19), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro surpreendeu ao tratar o ministro do STF Alexandre de Moraes como “irmão em Cristo” ao comentar a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.
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Em seu discurso, ela mencionou a conversão bíblica de Saulo em Paulo e profetizou que “nosso irmão em Cristo, Alexandre de Moraes, liberou o cabeleireiro”, referindo-se ao novo corte de cabelo alinhado de Jair Bolsonaro, com os olhos “azuis e brilhantes”.
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A ex-primeira-dama participou do lançamento da pré-candidatura de Maria Amélia, empresária famosa no ramo de docerias na capital federal, ao cargo de deputada distrital. Na ocasião, Michelle defendeu a importância do perdão e destacou que a verdadeira justiça é divina, acima de qualquer julgamento humano.
Após a repercussão das menções a Alexandre de Moraes, Michelle publicou no Instagram uma mensagem sobre perdão e fé. Ela ressaltou que, segundo a Bíblia, perdoar liberta o coração e que o verdadeiro juiz de todas as coisas é Deus, reforçando a confiança na justiça celestial.
Nos dias anteriores, a ex-primeira-dama também chamou atenção pela cordialidade com Moraes durante a cerimônia de posse de Kassio Nunes Marques na presidência do TSE. Naquele evento, Michelle abraçou o ministro, gesto que ganhou destaque entre apoiadores e nas redes sociais.
Bastidores políticos apontam que a aproximação entre Michelle e Alexandre de Moraes teria influenciado a autorização para que Jair Bolsonaro cumprisse prisão domiciliar. Fontes afirmam que ela esteve no gabinete do ministro no STF um dia antes da decisão que o tornou relator do processo do golpe de Estado, no qual o ex-presidente foi condenado a mais de 27 anos.
Ao final do evento em Brasília, Michelle foi questionada sobre as conversas atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro, que sugerem pedidos de apoio financeiro para um filme sobre a trajetória do ex-presidente. A ex-primeira-dama preferiu não comentar e afirmou que qualquer esclarecimento deveria partir do próprio senador.

