
Manifestantes pró-Bolsonaro ocupam o Congresso Nacional durante atos de 8 de janeiro (Foto: Instagram)
Uma sondagem da Quaest divulgada no domingo (17) mostra que a maioria dos brasileiros desaprova a diminuição das penas de quem participou dos atos de 8 de janeiro. De acordo com o levantamento, 52% dos entrevistados são contrários à flexibilização prevista na Lei da Dosimetria, enquanto 39% apoiam a medida e 9% não souberam ou preferiram não opinar.
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O estudo também evidencia um claro viés político nas respostas. Entre eleitores que declaram apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 72% rejeitam a redução de pena. Já entre simpatizantes de Jair Bolsonaro, 73% demonstram concordância com a flexibilização das punições aos envolvidos nos episódios.
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A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 11 de maio, com a participação de 2.004 pessoas de todas as regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%, conferindo robustez aos resultados.
A chamada Lei da Dosimetria, aprovada recentemente pelo Congresso Nacional, altera as regras para cálculo de penas aplicadas em processos referentes aos atos de 8 de janeiro. Entre as mudanças, está a possibilidade de reduzir punições em casos ocorridos em contexto de multidão e de facilitar a progressão de regime prisional para os condenados.
O impacto dessas alterações ainda está sob análise do Supremo Tribunal Federal. Ministros do tribunal devem avaliar os efeitos práticos da norma nos processos em curso relacionados ao dia 8 de janeiro, podendo haver novos desdobramentos nos próximos meses.

