
Recém-nascida é encontrada viva em lixão de Manacapuru e não resiste a tratamento (Foto: Instagram)
Uma mulher sob investigação por abandonar a própria filha recém-nascida em um lixão de Manacapuru, no Amazonas, foi indiciada por homicídio qualificado com meio cruel. O caso veio à tona quando catadores encontraram a menina viva dentro de uma mochila numa área de descarte de lixo às margens da rodovia AM-352. Apesar de apresentar sinais vitais no momento do resgate, a recém-nascida não resistiu ao tratamento hospitalar e acabou falecendo.
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Conforme a Polícia Civil, a suspeita é mãe de cinco outras crianças. Logo após o achado da mochila, os agentes foram até sua casa, no bairro Terra Preta, onde encontraram indícios de um parto recente. Lençóis e vestimentas manchados de sangue, além de trilhas pelo chão, apontavam para um nascimento clandestino. As evidências deram início a um inquérito para apurar as circunstâncias do ocorrido.
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A delegada Joyce Coelho detalhou que, ao chegar ao imóvel, a equipe encontrou o quarto com sangue fresco e utensílios que comprovavam o procedimento obstétrico improvisado. “Havia lençóis e roupas ainda sujos e marcas de sangue sem limpeza”, relatou a delegada, ressaltando que esses vestígios indicam o parto realizado sem qualquer assistência médica.
Segundo o depoimento da própria mãe, ela realizou o parto sozinha, colocou a recém-nascida em uma mochila e, em seguida, em um saco plástico preto, amarrado com fita. Em seguida, aguardou a passagem do caminhão de coleta de lixo, que levou a criança por cerca de duas horas e meia antes de despejá-la na área de descarte.
Quando os catadores encontraram a bebê, ela ainda respirava. Imediatamente, foi socorrida e levada ao hospital de Manacapuru, onde recebeu atendimento emergencial. Apesar de todos os esforços da equipe médica, a criança não resistiu. “Foram feitos todos os procedimentos, mas ela não sobreviveu”, lamentou Joyce Coelho. Durante o depoimento, a suspeita chegou a afirmar que não sabia da gestação e, depois, alegou temor de rejeição familiar.
A mulher não foi presa em flagrante devido a um quadro de hemorragia pós-parto e permaneceu internada sob cuidados médicos. A Polícia Civil informou que a investigação prossegue e que ela deve responder por homicídio qualificado com meio cruel. As autoridades seguem levantando detalhes sobre o parto e o abandono para esclarecer completamente o caso.

