
Marido recebe prisão perpétua por assassinato brutal de ex-finalista do Miss Suíça (Foto: Instagram)
Em Basileia, Marc Rieben, 42 anos, foi sentenciado à prisão perpétua por matar a esposa Kristina Joksimovic, 38, ex-finalista do Miss Suíça, durante uma briga em fevereiro de 2024. A investigação apontou que, após estrangular a vítima, ele desmembrou e triturou partes do corpo dela em um liquidificador industrial dentro da casa da família, tentativa de ocultar os vestígios do crime.
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Durante a leitura do veredito, Rieben exibiu frieza e pouco demonstrou sentimento. Ao proferir a sentença, o juiz Daniel Schmid definiu o caso como “além dos limites do imaginável” e destacou que nenhuma punição seria capaz de reparar a dor causada. Schmid lembrou que o crime permanecerá marcado na memória da corte e de todos que acompanharam o processo.
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Segundo a acusação, o homicídio ocorreu em 13 de fevereiro de 2024, durante uma discussão sobre o divórcio. Rieben se recusava a aceitar o fim do casamento, exigia a guarda integral das filhas de cinco e seis anos e negava suporte financeiro à ex-companheira. Esses fatores teriam intensificado o desentendimento que terminou em violência fatal dentro do imóvel do casal.
As perícias detalharam que Kristina foi imobilizada e estrangulada com uma tira antes de ser mutilada. O laudo revelou cortes pelo corpo, hematomas de impacto, marcas de puxões de cabelo e sinais de violência extrema. Num dos cômodos, a polícia encontrou restos humanos parcialmente triturados em um liquidificador industrial, descoberta que chocou investigadores e reforçou a acusação de crime hediondo.
As diligências posteriores apontaram que Rieben utilizou produtos químicos para destruir outras partes do corpo e chegou a assistir a vídeos no YouTube enquanto realizava o desmembramento. O pai do réu encontrou o cadáver ao notar fios de cabelo loiro saindo de uma bolsa deixada na lavanderia durante um jantar em família. O útero de Kristina não foi localizado, levando à inclusão de profanação de cadáver no processo.
No tribunal, a defesa requereu pena reduzida, alegando legítima defesa excessiva, mas os promotores mantiveram que o réu agiu de forma premeditada e movido por controle e vingança. O psiquiatra forense Frank Urbaniok identificou em Rieben traços de narcisismo e transtorno obsessivo-compulsivo, atestando a frieza do acusado. Além da prisão perpétua, a Justiça ordenou indenização de 100 mil francos suíços às filhas e de 280 mil aos pais e irmã de Kristina, com juros desde a data do crime.

