
Usuários do Metrô de SP se preparam para possível paralisação (Foto: Instagram)
Os usuários do Metrô de São Paulo devem ficar atentos nos próximos dias, pois o Sindicato dos Metroviários e Metroviárias agendou uma assembleia para 12 de maio, quando a categoria poderá confirmar a paralisação geral do sistema metroviário. A proposta, se aprovada, afetará o deslocamento de milhões de paulistanos.
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A decisão final será tomada na assembleia de terça às 18h, com transmissão ao vivo pelo YouTube, e, em caso de aprovação, a greve começará à meia-noite de quarta-feira (13). O movimento é motivado pela insatisfação dos trabalhadores com a falta de diálogo tanto com o governo de Tarcísio quanto com a direção da companhia.
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Em comunicado oficial, o sindicato informou que o quadro de funcionários do Metrô foi reduzido pela metade na última década, gerando sobrecarga e comprometendo a saúde dos metroviários, que tentam manter o chamado “serviço de excelência” apesar da escassez de pessoal.
O documento ainda alerta que a greve só será evitada se o Governo Estadual e a direção do Metrô deixarem de lado a “intransigência” e atenderem às pautas apresentadas. Como alternativa para não penalizar os usuários, os metroviários propuseram ao governador liberar as catracas no dia da paralisação, garantindo viagens sem cobrança de tarifa.
Caso a paralisação seja deflagrada, as linhas estatais 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha, 15-Prata (Monotrilho) e 17-Ouro sofrerão mais impactos, com operação suspensa ou alterada. Em contrapartida, as concessionárias privadas 4-Amarela e 5-Lilás, além dos trens da CPTM e da ViaMobilidade, devem funcionar normalmente.
O sindicato também criticou o atual modelo de privatizações, acusando o governo de governar em favor das concessionárias e citando o aumento de 600% nos salários dos executivos da SABESP após a privatização como exemplo de distorção. A categoria teme que o sucateamento do Metrô estatal sirva de justificativa para futuras concessões à iniciativa privada.
Até o momento, nem a direção do Metrô nem o Governo de São Paulo se pronunciaram sobre a possível greve e seus desdobramentos.

