
Influenciadora digital e ex-marido chegam à Delegacia de Itaguaí após prisão definitiva (Foto: Instagram)
Uma influenciadora digital e seu ex-marido foram presos no Rio de Janeiro após terem sido condenados a 23 anos de prisão cada um pelos crimes de estupro de vulnerável e pornografia infantil. Segundo a sentença da 2ª Vara Federal de Volta Redonda, o casal gravava os abusos praticados contra os próprios filhos menores e vendia os vídeos para compradores estrangeiros. A prisão aconteceu logo após o trânsito em julgado da decisão, quando não havia mais possibilidade de interpor recursos.
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Entre os dias 7 e 8 de maio, agentes da Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagraram a operação que resultou na prisão definitiva dos réus. Após um cerco montado pelas delegacias de Itaguaí, Paraty e Volta Redonda, o casal, até então foragido e em constante mudança de endereço, foi localizado em Itaguaí, na Região Metropolitana. A sentença da Justiça Federal estabeleceu o cumprimento de 23 anos de reclusão em regime fechado.
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As investigações da Polícia Federal apontam que, além do estupro de vulnerável, o casal registrava sistematicamente as agressões com câmeras domésticas para produzir material pornográfico infantil. A Europol identificou que esses vídeos eram negociados em redes clandestinas com compradores na Europa e na Ásia, o que motivou a cooperação internacional para rastrear e interromper a comercialização.
O caso ganhou força em 2023 com a Operação Non Matri, em Paraty, quando autoridades apreenderam equipamentos eletrônicos e documentos que comprovavam a venda dos vídeos no exterior. Naquele momento, porém, o casal conseguiu escapar. Com a sentença transitada em julgado no início deste mês, a Justiça expediu mandados de prisão definitiva, encerrando a possibilidade de recursos.
A influenciadora foi detida no fim da tarde de quinta-feira, enquanto seu ex-marido foi capturado na manhã de sexta-feira em pontos diferentes de Itaguaí. Conforme a Polícia Civil, ambos ofereceram pouca resistência durante a abordagem. Depois de audiência de custódia, foram encaminhados ao sistema prisional do Rio de Janeiro para iniciar o cumprimento da pena. Os nomes dos acusados não foram divulgados para preservar a identidade das vítimas.

