
Desembarque controlado de passageiros do MV Hondius em Tenerife (Foto: Instagram)
Uma operação coordenada em Tenerife começou a desembarcar os passageiros do navio MV Hondius, afetado por um surto de hantavírus. Com apoio de aeronaves militares e escolta especial, o objetivo é manter o isolamento rigoroso de todos os viajantes considerados de alto risco. Até o momento, 115 pessoas foram diagnosticadas com a doença a bordo, e a repatriação está prevista para ser concluída até segunda-feira (11).
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O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA confirmou o número de infectados e, na manhã de domingo (10), deu início à retirada de todos os passageiros. O MV Hondius está ancorado próximo à costa de Tenerife, nas Ilhas Canárias, e os primeiros a desembarcarem serão exclusivamente cidadãos espanhóis. No total, 147 pessoas devem ser removidas em uma operação meticulosa.
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Para garantir o máximo de isolamento, os espanhóis desembarcam em pequenos grupos de cinco, utilizando embarcações auxiliares até a costa. Em seguida, são transportados por ônibus direto ao aeroporto local, sem qualquer contato com o público externo. Após a triagem inicial, embarcarão em voos militares rumo a Madri, onde passarão por nova avaliação médica.
Segundo a ministra da Saúde da Espanha, Mônica Garcia, os Países Baixos enviarão dois aviões: um nesta fase e outro amanhã, denominado “avião de resgate”, para recolher passageiros de outras nacionalidades que eventualmente ainda estejam a bordo. A previsão é que, entre hoje (10) e segunda-feira (11), todos os indivíduos desembarquem e retornem aos seus países de origem.
O último balanço do CDC, divulgado na quinta-feira (7), aponta que, dos 3.116 passageiros, 102 apresentaram confirmação de hantavírus. Além deles, 13 tripulantes entre os 1.131 que estavam embarcados também foram contaminados. Todos manifestaram sintomas intensos de gastroenterite, com diarreia e vômitos.
O hantavírus é transmitido principalmente por roedores silvestres infectados, cuja urina, saliva e fezes liberam partículas que podem ser inaladas. A infecção geralmente ocorre em ambientes rurais ou fechados, onde a exposição a esses excrementos é mais frequente.
A cepa identificada a bordo do MV Hondius é o chamado vírus dos Andes, comum em países da América do Sul. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), essa variante raramente é transmitida entre humanos, mesmo em contatos prolongados, mantendo o risco de contágio para a população geral ainda considerado baixo.

