
Alunos aguardam atendimento no pátio do Ciep 388 Lazar Segall após explosão de artefato caseiro (Foto: Instagram)
Na manhã de sexta-feira (08), uma bomba caseira detonou dentro da escola Ciep 388 Lazar Segall, conhecida como “Brizolão”, no bairro Areia Branca, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Dez estudantes ficaram feridos, e equipes de resgate foram acionadas para prestar os primeiros socorros. O incidente ocorreu pouco antes do início das aulas, gerando susto e preocupação entre pais, alunos e funcionários.
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De acordo com testemunhas, o artefato foi manipulado por um aluno no pátio da unidade escolar e explodiu após ser acionado inadvertidamente. O Corpo de Bombeiros, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a Polícia Militar foram imediatamente mobilizados para a estrutura da unidade, garantindo a segurança do restante dos estudantes e idosos no local.
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As vítimas, com idades entre 13 e 15 anos, receberam atendimento ainda no pátio e, em seguida, foram levadas ao Hospital Municipal de Belford Roxo. Segundo relatos, nenhuma delas apresenta risco de vida, mas os adolescentes passaram por exames para avaliar possíveis queimaduras e ferimentos de estilhaços. O clima de tensão tomou conta do colégio enquanto familiares aguardavam informações.
A secretária estadual de Educação, Luciana Calaça, determinou que sua equipe acompanhe de perto a evolução do caso, em parceria com a Secretaria de Saúde e as polícias Civil e Militar. Agentes da 54ª Delegacia de Polícia Civil de Belford Roxo estão no local para colher depoimentos e iniciar as investigações sobre a origem do artefato.
O Esquadrão Antibomba da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) foi chamado para periciar os destroços e confirmar as circunstâncias da explosão. Policiais militares também permanecem na escola para garantir a ordem e investigar como o objeto foi levado para dentro da instituição, além de identificar possíveis envolvidos.
A prefeita de Belford Roxo, Mariana Canella, se pronunciou pelas redes sociais afirmando que prestou apoio às famílias e visitou o hospital para acompanhar as crianças feridas. Ela esclareceu que, apesar do susto, todas as vítimas já recebem atendimento adequado e descartou gravidade nos ferimentos: “Dez crianças ficaram levemente feridas, e seguimos dando todo o suporte necessário”, disse a gestora.

