
Influenciador Eduardo Magrini, o “Diabo Loiro”, é alvo da Operação Caronte contra lavagem de dinheiro do PCC (Foto: Instagram)
A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo deflagraram na manhã desta sexta-feira (08) a “Operação Caronte”, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) ligado ao influenciador Eduardo Magrini, conhecido como “Diabo Loiro”. Segundo as autoridades, ele teria utilizado um grupo de empresas para movimentar recursos ilícitos em favor da facção.
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As investigações apontam que o esquema usava negócios nos setores de transporte, rodeio e entretenimento musical para dar aparência legal ao dinheiro de origem criminosa. Na ação desta sexta, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em cidades do interior e da Grande São Paulo, incluindo Campinas, Atibaia, Monte Mor, Sumaré, Limeira, Mogi das Cruzes, Osasco e Taquaritinga.
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De acordo com o Ministério Público, as empresas estavam em nome de laranjas para ocultar a verdadeira origem dos valores. Investigadores observam postagens de Magrini ostentando patrimônio milionário, evidenciando o elo com os negócios ilegais. O próprio filho do influenciador também passou a ser alvo da operação, acusado de movimentar recursos suspeitos por meio de uma empresa do ramo musical e outras atividades comerciais.
Com base em dados fiscais, bancários e financeiros coletados desde 2016, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 10 milhões em contas vinculadas aos suspeitos. Além disso, foram apreendidos caminhões, automóveis, dinheiro em espécie e animais de alto valor, como bois e cavalos, destacando-se o boi “Império”, apontado como o terceiro mais bem ranqueado do país.
Conhecida como Operação Caronte em alusão ao barqueiro da mitologia grega, a ofensiva segue o desdobramento de ações anteriores. Magrini está preso desde outubro do ano passado, quando foi detido na Operação Off White, também voltada ao combate ao financiamento do PCC. Naquela ocasião, ele foi apontado como membro do alto escalão da organização criminosa.
O influenciador ganhou notoriedade ao ser identificado como ex-padrasto do funkeiro MC Ryan SP. Segundo as investigações, Magrini manteve relacionamento com a mãe do cantor e participou da criação do artista durante parte da infância. As autoridades ainda atribuem a ele envolvimento em tráfico de drogas, homicídio, receptação, formação de quadrilha e uso de documentos falsos, além de ataques contra forças de segurança em São Paulo.
A ação acontece semanas após a prisão de MC Ryan SP em uma operação da Polícia Federal que apura um esquema de lavagem de dinheiro com movimentação superior a R$ 1,6 bilhão. Outros nomes do funk, como MC Poze do Rodo e o influenciador Raphael Sousa Oliveira, também foram detidos na mesma investigação.

