
Procon-SC intensifica recall de lotes da Ypê após relatos de mal-estar em SC (Foto: Instagram)
O recolhimento de itens da Ypê em Santa Catarina ganhou uma nova e mais grave etapa nesta quinta-feira (07). Segundo Michele Alves, diretora do Procon-SC, determinados produtos retirados das prateleiras podem estar relacionados a episódios de mal-estar reportados por clientes nos últimos dias. A alerta estadual se soma ao cronograma de recall iniciado pela empresa, gerando preocupação entre consumidores locais.
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A ação nacional da Anvisa já havia apontado falhas no processo de fabricação de determinados lotes, mas o sinal de alerta em Santa Catarina evoluiu ao vincular diretamente o uso dos produtos a sintomas físicos observados pelos usuários. As autoridades estaduais intensificaram a fiscalização para confirmar se houve contaminação em alguma etapa de produção ou distribuição.
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“Diversos consumidores associaram o uso dos produtos Ypê a casos de alergias e infecções”, declarou Michele Alves, ressaltando que o Procon-SC recebeu inúmeras reclamações que citam coceiras na pele, irritações nos olhos e até episódios de ardência após o contato com detergentes e desinfetantes.
Segundo a diretora, o recall envolve 23 itens diferentes, incluindo detergentes, lava-roupas e desinfetantes, todos pertencentes a lotes cujo código termina em “1”. A recomendação é que o consumidor verifique imediatamente o número impresso na parte de trás da embalagem e interrompa o uso caso o produto esteja entre os lotes afetados.
A Associação Catarinense de Supermercados (ACATS) informou que trabalha para retirá-los das gôndolas e higienizar as áreas. Para quem ainda possui o item em casa, o Procon-SC orienta entrar em contato direto com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da Ypê para solicitar a troca ou reembolso do valor pago.
Em comunicado oficial, a Ypê afirmou contar com “fundamentação científica robusta”, baseada em testes e laudos técnicos independentes que comprovam a segurança dos seus produtos. A marca reforçou que, até o momento, não há evidências de que os itens ofereçam riscos efetivos à saúde dos consumidores.
A empresa também ressaltou que mantém diálogo constante com a Anvisa e espera reverter a decisão de recall “no menor prazo possível”, confiando em análises complementares para demonstrar a conformidade de seus processos de fabricação.

