Sentir fome e, junto com ela, ficar mais irritado é algo comum para muita gente — e a ciência mostra que isso não é apenas impressão. Quando o corpo passa muito tempo sem receber alimento, os níveis de glicose no sangue caem, afetando diretamente o funcionamento do cérebro, que depende dessa energia para manter o equilíbrio emocional e o raciocínio.
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Com menos glicose disponível, o organismo entende a situação como um sinal de alerta e passa a liberar hormônios ligados ao estresse, como cortisol e adrenalina. Esse processo pode aumentar a sensação de impaciência, nervosismo e até reações mais intensas diante de pequenos problemas do dia a dia, criando o famoso estado de “fome com raiva”.
Além da parte biológica, fatores emocionais e sociais também influenciam esse comportamento. Pessoas sob pressão, cansaço ou ansiedade tendem a perceber a fome de forma ainda mais intensa, o que potencializa o desconforto. O ambiente e a rotina também ajudam a explicar por que algumas pessoas ficam muito mais irritadas do que outras quando estão sem comer.
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Especialistas apontam que manter uma alimentação equilibrada e evitar longos períodos em jejum pode ajudar a reduzir esse efeito. Fazer refeições regulares e escolher alimentos que promovam saciedade contribui para controlar melhor o humor e evitar que a fome se transforme em estresse e explosões emocionais inesperadas.

