O Conselho Federal de Nutrição anunciou mudanças importantes no novo Código de Ética da profissão e uma delas já está chamando atenção: nutricionistas não poderão mais usar inteligência artificial para simular resultados físicos de pacientes, como “antes e depois” criados digitalmente. A medida busca impedir promessas enganosas e evitar que imagens manipuladas influenciem decisões de tratamento ou criem expectativas irreais.
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Segundo o novo texto, também ficam proibidas práticas que possam induzir o paciente ao erro, como publicidade exagerada, garantias de emagrecimento rápido e o uso de recursos tecnológicos para vender resultados que não podem ser assegurados. A intenção é reforçar a transparência no atendimento e proteger a saúde mental e física de quem busca acompanhamento nutricional.
As novas regras ainda determinam mais responsabilidade no uso das redes sociais e no relacionamento com o público. O profissional deverá manter uma comunicação ética, sem sensacionalismo ou apelos comerciais abusivos. A proposta é evitar que a atuação do nutricionista se transforme em vitrine de promessas fáceis, principalmente em um cenário onde a pressão estética cresce cada vez mais.
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O novo Código de Ética passa a atualizar condutas diante do avanço da tecnologia e do uso massivo da inteligência artificial na saúde. A decisão reforça que a prioridade deve continuar sendo o cuidado real com o paciente, baseado em acompanhamento individualizado e responsabilidade profissional, e não em imagens perfeitas criadas por algoritmos.

