
PF reafirma inexistência de provas de interferência de Bolsonaro (Foto: Instagram)
Em 12 de abril de 2026, a Polícia Federal confirmou pela segunda vez que não existem provas de que o ex-presidente Jair Bolsonaro tenha interferido nos trabalhos da corporação. A decisão decorre de reavaliação do inquérito, determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, depois de declarações do ex-ministro Sergio Moro.
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No relatório complementar, peritos da PF reafirmaram a inexistência de elementos que configurassem prática de ilícitos por parte de Bolsonaro, indicando que não há base para responsabilização penal. Esta conclusão espelha o resultado já apresentado na primeira fase da investigação.
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O caso foi reaberto a pedido de Alexandre de Moraes, após o ex-ministro Sergio Moro relatar ter sofrido pressões para substituir dirigentes e mudar comandos dentro da Polícia Federal. Na ocasião, levantou-se a hipótese de que Bolsonaro tentaria influenciar investigações, inclusive as relacionadas à propagação de notícias falsas de interesse de aliados.
Mesmo assim, tanto a conclusão inicial da PF quanto o parecer do então procurador-geral da República, Augusto Aras, identificado a falta de irregularidades, resultaram em pedido de arquivamento. Naquele momento, nenhum elemento concreto apontou para abuso de autoridade ou conduta criminosa.
Sob o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, a corporação revisitou todo o material acumulado e manteve o entendimento de que faltam subsídios para formalizar uma acusação criminal. O delegado Carlos Henrique Pinheiro de Melo, da Diretoria de Inteligência Policial, destacou que as apurações originais não revelaram ordens diretas ou indiretas que pudessem alterar o curso das investigações.
O documento menciona ainda que a PF solicitou acesso ao inquérito das fake news, conduzido no STF, em busca de ligações com essas suspeitas. Conforme registrado, Alexandre de Moraes respondeu que não havia, naquele procedimento, indícios de interferência indevida na corporação.
Por fim, o relatório sugere que eventuais indagações residuais sejam examinadas nos processos sob relatoria de Moraes no Supremo. Com o envio do parecer complementar, o ministro encaminhou o caso ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, para que ele decida entre novas investigações ou o arquivamento definitivo.

