
Renan Santos critica procedimentos do STF e defende prisão domiciliar de Bolsonaro (Foto: Instagram)
Em entrevista exclusiva ao Bacci Notícias na última quinta-feira (9), o pré-candidato à Presidência pelo partido Missão, Renan Santos, avaliou de forma detalhada a situação jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro e comentou a atuação do Supremo Tribunal Federal no contexto político recente.
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Durante a conversa com o repórter Lucas Tadeu, Renan procurou distinguir o mérito das acusações das falhas processuais que, segundo ele, podem comprometer o andamento e a validade das decisões judiciais.
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Para o pré-candidato, há indícios sólidos de participação de Bolsonaro em ações pós-eleitorais, como a mobilização de apoiadores, a semeadura de dúvidas sobre o sistema de votação e as consequências que levaram aos atos de 8 de janeiro. “O Bolsonaro fez tudo aquilo. As provas são muito contundentes”, declarou.
Ainda que reconheça a gravidade das condutas, Renan teceu críticas à forma de tramitação dos processos, apontando erros formais relevantes. Em relação ao estado de saúde e à idade avançada do ex-presidente, defendeu a defesa domiciliar em vez da prisão convencional. “O Bolsonaro tá muito velho, tá doente. Deixa ele ficar em prisão domiciliar.”
Renan Santos também chamou atenção para a proporcionalidade das penas impostas a outros envolvidos nos episódios de janeiro, afirmando que algumas punições não estariam alinhadas à gravidade dos atos praticados.
Ao falar sobre o Supremo, o pré-candidato reservou críticas ao ministro Alexandre de Moraes, a quem atribuiu protagonismo excessivo no combate ao bolsonarismo e na coordenação de investigações consideradas sensíveis. Segundo ele, isso resultou em concentração de poder dentro da Corte. “A gente tirou um problema e colocou outro, que são os superpoderes do STF.”
Por fim, Renan Santos afirmou que o endurecimento das decisões de Moraes foi influenciado por motivações políticas e pessoais, especialmente após confrontos com simpatizantes de Bolsonaro, e acusou o ministro de ter se transformado em uma espécie de “reizinho” no Judiciário.

