
Missão Artemis II flagra ponto luminoso ao lado da Lua durante eclipse solar (Foto: Instagram)
Na noite de 6 de abril de 2026, a transmissão ao vivo da missão Artemis II, da Nasa, durante um eclipse solar total observado do espaço, registrou um ponto luminoso misterioso que despertou a curiosidade de quem acompanhava. As imagens captadas pela cápsula Orion, responsável por transportar quatro astronautas ao redor da Lua, mostraram um ponto brilhante piscando constantemente contra o fundo negro do espaço, gerando especulações e discussões entre entusiastas de astronomia e internautas em redes sociais.
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O fato ocorreu exatamente no instante em que a Orion realizava sua passagem pela Lua, oferecendo uma perspectiva inédita do alinhamento preciso entre o Sol e o satélite natural da Terra. Em questão de minutos, comentários sobre possíveis detritos espaciais ou falhas no sistema de imagem foram publicados, mas logo a Nasa informou que se tratava de um fenômeno natural, e não havia indícios de problemas na nave.
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Especialistas da Nasa explicaram que o ponto luminoso visível nas gravações era o planeta Vênus, um dos corpos celestes mais brilhantes do nosso céu, especialmente quando refletindo a luz solar em condições de alinhamento. Embora o brilho de Vênus seja bem conhecido, sua aparição durante um eclipse lunar em ambiente orbital é considerada rara e, por isso, ganhou destaque na transmissão.
O registro ocorreu durante uma das fases mais significativas da Artemis II, quando a Orion atingiu o perisélio lunar — o ponto de maior aproximação em relação à superfície da Lua. Em seguida, a cápsula iniciou o trajeto de “retorno livre”, trajetória balística cuidadosamente calculada para permitir o retorno natural da nave à Terra sem manobras adicionais de propulsão.
Durante a travessia pelo lado oculto da Lua, a comunicação entre a tripulação e o centro de controle terrestre foi interrompida temporariamente, conforme previsto pelos controladores da missão. Esse bloqueio de sinal, conhecido como “sombra de rádio”, é comum nesse tipo de voo lunar e foi revertido pouco depois do reaparecimento da Orion do outro lado do satélite, restabelecendo o contato com as equipes de solo.
Logo após o restabelecimento da conexão, a astronauta Christina Koch, membro da tripulação, ressaltou a emoção do momento: “É tão bom ouvir a Terra novamente”. Koch faz parte dos quatro tripulantes que exploram a região lunar na Artemis II, missão que objetiva testar sistemas de suporte à vida, comunicação e propulsão para garantir a segurança de futuras jornadas tripuladas até a superfície da Lua.
A Artemis II marca um avanço importante no programa Artemis da Nasa, pois é a primeira missão tripulada a orbitar a Lua desde o programa Apollo, há mais de cinco décadas. Além de proporcionar imagens únicas do eclipse solar em ambiente orbital, a expedição valida tecnologias essenciais para o retorno seguro dos astronautas ao solo lunar, preparando o caminho para as próximas iniciativas de pouso controlado na superfície lunar.

