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Mãe de Maya, morta pelo padrasto, descreve desespero: “Ela morreu nos meus braços”

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Familiares e amigos carregam o caixão de Maya, de 1 ano e 9 meses, exigindo justiça em funeral no Cemitério de Vila Valqueire (RJ). (Foto: Instagram)

Emannuelly da Silva Costa, mãe de Maya Costa Cipriano, de 1 ano e 9 meses, falou pela primeira vez sobre a morte da filha em Vila Valqueire, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Durante o enterro, realizado neste domingo (5), ela descreveu o horror de perder a criança e garantiu que não tinha conhecimento das agressões supostamente cometidas pelo companheiro.

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Aos 23 anos, Emannuelly contou que deixou a filha aos cuidados de Lukas Pereira do Espírito Santo para ir a uma entrevista de emprego no bairro do Flamengo, na Zona Sul. Segundo ela, o homem nunca demonstrou comportamento hostil ou sinais de violência. “Eu ainda não acredito. Parece que ela vai voltar. Esse monstro tirou a vida da minha filha”, desabafou a jovem mãe.

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Emannuelly relatou que recebeu mensagens do padrasto dizendo que Maya se sentia mal, mas só conseguiu ver o texto horas depois. Ao chegar em casa, encontrou a criança desacordada e a levou às pressas para uma unidade de pronto-atendimento. “Eu peguei minha filha mole, desacordada. Quando cheguei na UPA, correram com ela para a sala vermelha. Ela morreu nos meus braços. Eu ainda sentia o coração dela batendo”, lembrou.

Após o atendimento de urgência, a mãe foi à delegacia prestar depoimento e depois acompanhou os procedimentos no Instituto Médico Legal (IML), onde se despediu oficialmente da filha. O corpo da menina seguiu para exames que buscam confirmar as causas do óbito.

Emannuelly afirmou que, em outras ocasiões, chegou a notar pequenas manchas no corpo de Maya e a levar a menina a médicos, que chegaram a sugerir enfermidades como dengue. Contudo, parentes do lado paterno já desconfiavam de possíveis agressões, relatando hematomas frequentes e apontando até tentativas de retirar a guarda da mãe.

Amigos próximos e familiares reforçaram que a jovem mãe não teve qualquer culpa no ocorrido e exaltaram seu esforço em garantir cuidados à filha. Eles cobram justiça e afirmam que o padrasto, descrito como uma pessoa fria, deu versões contraditórias sobre o ocorrido quando tentava socorrer a criança.

O caso está sob investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que trabalha com a principal linha de apuração de homicídio e maus-tratos prolongados. A morte de Maya gerou forte comoção pública e revolta frente à suspeita de violência reiterada contra a pequena.

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