
Jornalista Raissa Lomonte relata risco em corrida por aplicativo em Goiânia (Foto: Instagram)
Neste sábado (28), a jornalista Raissa Lomonte narrou em suas redes sociais um momento de aflição durante uma corrida por aplicativo em Goiânia. Conforme o relato, o trajeto, inicialmente acordado, começou a mudar sem explicações, fazendo com que ela percebesse o risco iminente. Diante disso, decidiu desembarcar em um ponto pouco movimentado e correr até a rodovia próxima, onde buscou auxílio de outros motoristas e, posteriormente, da Guarda Civil Metropolitana.
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O percurso começou normalmente: Raissa solicitou o carro no Shopping Cerrado com destino ao bairro Jardim Goiás. Logo no início, o condutor alegou precisar fazer uma parada rápida para devolver uma chave supostamente esquecida por um passageiro anterior. Mesmo com a justificativa, o veículo seguiu por ruas desconhecidas, o que acendeu a desconfiança da jornalista e a levou a acompanhar atentamente o trajeto exibido no aplicativo.
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Ao conferir o mapa do app, Raissa percebeu que o motorista estava indo na direção oposta do destino. Ela notou ainda que o perfil do condutor tinha apenas cinco dias de cadastro e poucas viagens concluídas. Cerca de 14 minutos após o início, o carro se aproximava da Rodovia Anhanguera, em uma região praticamente deserta e sem circulação de pedestres, aumentando a sensação de perigo.
À medida que o carro estacionou em um ponto isolado, Raissa questionou a suposta entrega da chave, mas não viu ninguém aparecer para receber o objeto. Pouco depois, percebeu a aproximação de duas motocicletas, o que intensificou sua apreensão. Sem hesitar, abriu a porta, deixou a mala para trás e correu em direção à rodovia, onde uma motorista que passava a auxiliou. Em seguida, a Guarda Civil Metropolitana a encaminhou e prestou atendimento.
Posteriormente, equipes de segurança localizaram o veículo e recuperaram os pertences da jornalista, incluindo a mala e a bolsa. Não havia, porém, qualquer registro no aplicativo que comprovasse a existência de outra passageira ou da chave mencionada, o que reforça a suspeita de uma possível emboscada planejada pelo condutor.
Raissa também criticou o suporte prestado pela plataforma após o incidente. De acordo com seu relato, ela enviou várias solicitações solicitando o acesso à gravação da corrida, mas obteve apenas respostas automáticas nos primeiros contatos. Somente depois que expôs o acontecimento publicamente, a empresa ofereceu atendimento psicológico por quatro horas e restituiu o valor da corrida, sem, contudo, informar detalhes básicos, como o local exato em que ela saiu do carro.
O caso reacendeu o debate sobre a segurança de usuários em aplicativos de transporte em todo o país. Nas redes sociais, outros usuários compartilharam situações semelhantes, cobrando revisões nos processos de verificação de motoristas e a implementação de mecanismos de emergência em tempo real, para garantir uma resposta rápida em casos de risco.

