
Acusado é preso após agredir ex-companheira em elevador de Guarulhos (Foto: Instagram)
O indivíduo captado por câmeras de segurança agredindo a ex-companheira Byanca Aparecida dos Santos dentro de um elevador em Guarulhos, na Grande São Paulo, voltou à prisão na sexta-feira (20). O retorno aos custódios se deu após a Justiça decretar sua prisão preventiva, medida adotada diante da gravidade das imagens que circularam na internet e da necessidade de resguardar a integridade da vítima e da ordem pública naquele município.
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O acusado, identificado como Ronaldo Ferreira, havia sido detido em flagrante na terça-feira (17), logo após o episódio de violência. Entretanto, ele deixou a carceragem provisória após audiência de custódia, quando o magistrado optou pela liberação provisória, sem aplicação de medidas cautelares mais restritivas. A decisão causou surpresa em autoridades e movimentos de defesa dos direitos das mulheres, que cobraram punição mais rigorosa diante da agressão cometida em local considerado de uso comum e seguro.
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Poucas horas depois de sair da prisão, Ronaldo Ferreira usou as redes sociais para debochar do caso e comemorar a soltura. Em comentários feitos em páginas de notícias, ele chegou a escrever expressões como “liberdade cantou” e rebateu críticas de internautas. Em uma das publicações, chegou a afirmar que “o pai tá famoso”, em referência à repercussão do episódio e ao acréscimo de seguidores em seu perfil. Pouco depois, o perfil foi desativado.
Em resposta à repercussão negativa e ao comportamento de Ronaldo, o Ministério Público ingressou com um pedido de prisão preventiva, argumentando risco de reiteração criminosa e ameaça à ordem pública. Na quinta-feira (18), a Justiça acolheu a solicitação e expediu mandado de prisão, que foi cumprido na manhã seguinte. Agentes da Delegacia de Defesa da Mulher de Guarulhos localizaram e prenderam o suspeito em cumprimento ao novo decreto judicial.
Segundo nota da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, a operação transcorreu sem incidentes e o agressor foi encaminhado ao sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça. A pasta informou ainda que “demais diligências seguem em andamento para a conclusão do caso”, ressaltando o empenho das equipes especializadas no acompanhamento de ocorrências de violência doméstica e na garantia de proteção às vítimas. A investigação prossegue sob sigilo.
O veículo BacciNotícias, que divulgou inicialmente o caso, afirmou que continuará acompanhando todos os desdobramentos do processo e publicará novas informações à medida em que as investigações avancem. O portal mantém canal de atualizações pelo WhatsApp, onde leitores podem receber notificações sobre o andamento do episódio que mobilizou redes sociais e debates sobre a necessidade de medidas mais efetivas contra a violência doméstica.

