
Canetas de semaglutida, como o Ozempic, devem ganhar versões genéricas e similares no Brasil nos próximos meses. (Foto: Instagram)
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou que, após a queda da patente da semaglutida no Brasil, está avaliando oito registros de medicamentos com esse mesmo princípio ativo. A expectativa é ampliar a oferta no mercado e reduzir os preços, mas especialistas alertam para o risco de uso sem orientação médica. Caso sejam aprovados, os primeiros produtos podem chegar às farmácias já nos próximos meses, dependendo do cumprimento das exigências regulatórias.
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A partir de 20 de março, outras empresas poderão desenvolver e comercializar versões alternativas do Ozempic, abrindo uma nova fase no mercado farmacêutico nacional. Com o fim da exclusividade, companhias diferentes terão autorização para fabricar e ofertar remédios à base de semaglutida, o que tende a ampliar o acesso da população ao tratamento.
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Com o aumento da concorrência, espera-se uma redução significativa nos valores praticados. Originalmente indicado para o controle do diabetes tipo 2, o medicamento também ganhou notoriedade pelo efeito de emagrecimento, sendo apelidado de “caneta emagrecedora” em razão da aplicação subcutânea.
A possibilidade de investimento por parte de laboratórios nacionais pode resultar em produtos com custo final menor para o consumidor e facilitar a incorporação de novas versões pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A adoção de genéricos e similares costuma aumentar a disponibilidade em regiões mais remotas e beneficiar pacientes de baixa renda.
Segundo dados da Anvisa, entre os oito pedidos em avaliação, sete têm origem sintética e um é biológico. Os mais avançados no processo regulatório podem obter liberação já em junho, desde que apresentem relatórios completos que comprovem eficácia, segurança e qualidade. Além destes, outros nove requerimentos aguardam abertura de análise.
O procedimento de registro dessas substâncias é complexo, pois a semaglutida reúne características de fármacos sintéticos e de produtos biotecnológicos. Entre os principais pontos avaliados estão a pureza, o possível surgimento de agregados, a esterilidade e o potencial de reações imunológicas adversas. Até o momento, nenhuma grande agência reguladora internacional aprovou versões sintéticas desse composto, o que reforça a necessidade de rigor técnico.
Apesar do cenário promissor, a Anvisa e especialistas reforçam que o uso da semaglutida deve ser sempre orientado por profissionais de saúde. A oferta de medicamentos mais baratos e em maior quantidade eleva o risco de consumo inadequado, sobretudo por quem busca rápida perda de peso sem supervisão. O uso indiscriminado pode gerar efeitos colaterais graves, comprometendo a segurança do paciente.

