Pesquisadores vão além dos livros escolares: o sono — aquele estado em que ficamos “desligados” — pode ter surgido muito antes do cérebro que conhecemos hoje. Estudos com criaturas simples como a hidra, um animal minúsculo que nem possui cérebro, sugerem que comportamentos de descanso já eram parte da vida animal mesmo sem um sistema nervoso central complexo. Esse achado muda tudo o que pensávamos sobre a origem do sono na história da evolução.
Os cientistas observaram que esses pequenos organismos realmente entram em um estado parecido com o sono, reduzindo seus movimentos e se recuperando como se tivessem “descansado”, mesmo sem estrutura cerebral. Quando perturbados — com luz ou vibrações — eles exibiram sinais típicos de privação, o que indica que esse padrão de repouso é importante para eles. A conclusão surpreendente é que este tipo de comportamento pode ter se desenvolvido antes dos primeiros cérebros aparecerem na evolução animal.
Pesquisadores também notaram que substâncias químicas que regulam sono em humanos e outros animais influenciam esses seres simples, reforçando a ideia de que mecanismos básicos do descanso foram preservados durante milhões de anos. A descoberta joga luz sobre como a necessidade de sono pode ser uma característica fundamental da vida — e não um “luxo” exclusivo de animais com cérebros grandes e complexos.
Se essa hipótese estiver correta, o sono não é apenas um estado necessário para a saúde do cérebro, como acreditávamos, mas um traço ancestral que ajudou organismos primitivos a sobreviver e possivelmente moldou a evolução de sistemas nervosos mais sofisticados ao longo do tempo.
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