Mercúrio parece simples à primeira vista: pequeno, seco, cheio de crateras e sem qualquer chance de abrigar vida. Mas, por trás dessa aparência monótona, está um dos maiores enigmas do Sistema Solar. Cientistas afirmam que, segundo os modelos atuais de formação planetária, Mercúrio simplesmente não deveria existir — ao menos não da forma como é hoje.
++Descubra quanto sono realmente o seu cérebro precisa para não entrar em colapso, diz psiquiatra
O planeta mais próximo do Sol é minúsculo, mas extremamente denso. Seu núcleo metálico ocupa cerca de 85% do seu raio, algo muito diferente da Terra, de Vênus ou de Marte. Além disso, Mercúrio orbita em uma região onde seria difícil um planeta rochoso se formar. Para piorar o mistério, sondas espaciais detectaram na sua superfície elementos voláteis que deveriam ter evaporado há bilhões de anos devido ao calor intenso.
Ao longo das décadas, cientistas levantaram hipóteses ousadas para explicar essa anomalia. Uma delas sugere que Mercúrio já foi muito maior e perdeu suas camadas externas após uma colisão gigantesca, restando apenas o núcleo denso. Outra teoria aponta que ele pode ter se formado mais longe do Sol e migrado para sua posição atual. Há ainda modelos que indicam que os planetas internos mudaram de lugar ao longo do tempo, deixando Mercúrio isolado e pequeno.
++Sua garrafa de água pode esconder mais bactérias do que você imagina
A expectativa agora recai sobre a missão BepiColombo, uma parceria entre Europa e Japão, que deve entrar em órbita de Mercúrio em 2026. A sonda vai mapear a superfície, analisar a composição química e estudar o núcleo e o campo magnético do planeta. Os dados podem finalmente revelar se Mercúrio é fruto de um acidente cósmico improvável ou apenas um exemplo extremo de como planetas podem se formar — desafiando tudo o que achávamos saber sobre o universo.
Não deixe de curtir nossa página no Facebook e também no Instagram para mais notícias do JETSS

