Por muito tempo, a insônia foi tratada como um único problema: a dificuldade de dormir. Mas pesquisas recentes mostram que o distúrbio é bem mais complexo. Cientistas identificaram cinco tipos distintos de insônia, cada um com causas, comportamentos e impactos diferentes no corpo e na mente. A descoberta ajuda a explicar por que tratamentos funcionam para algumas pessoas e falham para outras.
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Um dos perfis envolve pessoas constantemente alertas, com o cérebro em estado de vigilância mesmo à noite, o que dificulta relaxar. Outro tipo reúne indivíduos sensíveis a estímulos e emoções, que dormem mal em períodos de estresse. Há ainda quem apresente insônia ligada a ritmos biológicos desregulados, com horários de sono instáveis, além de perfis associados a humor deprimido e a padrões crônicos, que se mantêm por anos.
Essas diferenças não aparecem apenas no sono. Estudos apontam variações em personalidade, resposta ao estresse, níveis de ansiedade e até risco de desenvolver outros problemas de saúde. Em alguns casos, a insônia vem acompanhada de fadiga intensa durante o dia; em outros, a pessoa até dorme pouco, mas não se sente tão cansada, o que confunde diagnósticos.
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A principal mudança trazida por essa classificação é prática: não existe um único tratamento para todos. Reconhecer os cinco tipos de insônia pode abrir caminho para abordagens mais personalizadas, combinando terapias comportamentais, ajustes de rotina e, quando necessário, medicação específica. O recado dos cientistas é claro: entender como cada pessoa dorme é tão importante quanto saber quanto ela dorme.

