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Investigação aponta possível falha pós-decolagem na queda de avião em Belo Horizonte

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Aeronave de pequeno porte colide contra prédio residencial próximo ao Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte (Foto: Instagram)

As primeiras apurações sobre a queda de um avião de pequeno porte em Belo Horizonte indicam que problemas teriam surgido logo após a decolagem. A aeronave não conseguiu ganhar altura suficiente e acabou colidindo com um prédio residencial de três andares nas proximidades do Aeroporto da Pampulha. Investigadores buscam entender por que o avião apresentou dificuldade logo nos instantes iniciais do voo, levantando suspeitas de falha mecânica ou aerodinâmica.
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O acidente aconteceu poucos minutos depois da partida, quando a aeronave ainda não havia ultrapassado a altura mínima de segurança. Cinco pessoas estavam a bordo: o piloto e quatro passageiros. Três delas não resistiram aos ferimentos, incluindo o piloto, e duas sobreviveram aos impactos. O edifício teve parte de sua estrutura danificada, provocando tensão entre os moradores, que ainda relatam o susto e o barulho estrondoso no momento da colisão.
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De acordo com o professor José Cândido Almeida Jr., da PUC-MG, as imagens captadas por câmeras próximas ao local dão a impressão de que a aeronave apresentou resposta lenta aos comandos de subida. Para ele, isso pode sinalizar um problema aerodinâmico ou mesmo uma falha em algum sistema de controle de voo, comprometendo a capacidade de ascensão logo após a decolagem.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) informou que a análise das caixas-pretas e o exame dos destroços seguem em andamento e que o relatório final será entregue “no menor prazo possível”. A Polícia Civil de Minas Gerais aguarda os laudos técnicos para prosseguir com as diligências e, até o momento, não há confirmação oficial sobre as causas do desastre.

Nas redes sociais, o episódio gerou repercussão imediata. Internautas comentaram sobre a velocidade com que o acidente ocorreu e muitos apontaram sorte por não ter atingido outros prédios ou carros no trajeto. Para alguns, a possibilidade de um estrago ainda maior só reforça a gravidade do incidente e o impacto que acidentes aéreos podem causar em áreas urbanas densamente povoadas.

Entre os dois sobreviventes estão Emerson e Arthur, que seguem internados em hospitais de Belo Horizonte. Emerson sofreu ferimentos graves no tórax e abdômen, enquanto Arthur apresenta fratura na perna e, segundo parentes, não se recorda dos momentos que antecederam a batida. A Defesa Civil já permitiu o retorno dos moradores ao prédio atingido, mas muitos ainda relatam dificuldades para lidar com o trauma vivido naquela manhã.

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