Encontrar a felicidade verdadeira ainda é um desafio para muita gente, mas um dos maiores especialistas no assunto garante que o caminho pode começar pela eliminação de alguns sentimentos negativos. Conhecido mundialmente como “o homem mais feliz do mundo”, o monge budista Matthieu Ricard defende que a felicidade é um estado duradouro, diferente dos momentos passageiros de alegria, e está diretamente ligada à forma como lidamos com a própria mente.
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Autor do livro Felicidade: um guia para desenvolver a habilidade mais importante da vida, Ricard afirma que chegou a cogitar chamar a obra de “Sofrimento”. A ideia, segundo ele, é que alcançar uma vida mais feliz exige, antes de tudo, abandonar aquilo que alimenta a dor emocional. Em entrevistas, o monge explica que a verdadeira liberdade não é física, mas mental, permitindo que a pessoa deixe de ser dominada por pensamentos que geram frustração.
Na visão de Ricard, três sentimentos precisam ser combatidos para abrir espaço para a felicidade: o ódio, o orgulho e o ciúme. Ele afirma que essas emoções favorecem problemas como ansiedade, estresse e baixa autoestima, comprometendo o bem-estar. A psicóloga Milena Gonçalves Lhano também destaca que o ciúme funciona como uma prisão mental, capaz de tirar a paz tanto de quem sente quanto de quem convive com comportamentos possessivos.
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O monge reforça que, quando alguém se deixa dominar pelo ódio, pelo ciúme constante e pelo orgulho, acaba se tornando refém da própria mente. Para ele, embora seja impossível controlar todas as situações externas, é possível treinar a mente para reagir de forma mais saudável às dificuldades. Esse processo, segundo Ricard, ajuda a romper padrões automáticos de pensamento e cria condições para uma vida mais equilibrada e feliz.

