Passar horas seguidas sentado pode ser mais perigoso do que muita gente imagina. Um estudo publicado na revista científica PLOS Medicine aponta que interromper períodos prolongados de sedentarismo com pequenas pausas para se movimentar pode estar associado à redução do risco de morte por câncer. A pesquisa acompanhou mais de 91 mil pessoas durante cerca de 12 anos e reforça que até mudanças simples na rotina podem fazer diferença.
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Os pesquisadores classificaram como sedentarismo prolongado os períodos de pelo menos 30 minutos em que a pessoa permanecia sentada durante quase todo o tempo. A análise revelou que esse comportamento esteve ligado a um maior risco de morte por câncer, além de uma incidência mais elevada da doença, especialmente em tumores relacionados à obesidade e ao diabetes tipo 2. Segundo os dados, cada hora extra de sedentarismo contínuo elevou em 10% o risco de morte pela doença, enquanto cada hora de tempo sentado interrompido por movimentos esteve associada a uma redução de 19% nesse risco.
Os benefícios também apareceram quando parte do tempo sentado foi substituída por atividade física. Trocar uma hora diária de sedentarismo por atividades leves, como caminhadas lentas ou tarefas domésticas, esteve associado a uma redução de 12% no risco de morte por câncer. Já substituir 30 minutos por exercícios moderados reduziu esse risco em 8%, enquanto apenas cinco minutos diários de atividade vigorosa foram relacionados a uma queda de 22%.
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Apesar dos resultados animadores, os cientistas ressaltam que o estudo é observacional e, por isso, não comprova que permanecer sentado seja a causa direta do aumento do risco de câncer. Ainda assim, as evidências indicam que fazer pequenas pausas ao longo do dia pode trazer benefícios importantes para a saúde, melhorando o metabolismo, o controle da glicose e outros processos biológicos que podem influenciar o desenvolvimento da doença.

